Não
Por vezes, já deixei clara minha opinião sobre a questão do desarmamento. Num outro fórum onde escrevo, já havia apontado e enumerado diversos motivos pelos quais voto “não”. Não busquei ainda os dados sobre os possíveis resultados dessa votação, mas temo que a opção pela proibição da comercialização das armas de fogo aconteça. Assim, acredito que possa ampliar o debate sobre o assunto até o dia 23 de outubro.
Em primeiro lugar, voto “não” por um princípio liberal. Não quero comprar uma arma de fogo, mas isso decido eu. Não aceito, em hipótese alguma, que o Estado me diga, no que se refere à minha defesa, o que seria melhor para mim. Lembrando Pessoa, em Lisbon Revisited: “Não me peguem no braço! / Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho. / Já disse que sou sozinho! / Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!”.
Tenho como frágil o raciocínio de que, como já sabemos que é perigoso enfrentar os criminosos, seria melhor mesmo sermos vítimas mais inteligentes. Se pudermos investir pesadamente em educação, e quisermos promover campanhas de conscientização a respeito do tema violência, ótimo. Mas não me venham resolver o problema pelo avesso. Banir o comércio de armas é uma saída falsa para o despreparo do governo em garantir segurança pública eficaz.
Ademais, há um clima forte do politicamente correto no ar quando o assunto são armas. Quem vota "sim" o faz, e não precisa fazer muitas considerações sobre o assunto. Já a decisão pelo "não" provoca caras e mais caras de espanto. E sei disso por experiência. Já me expliquei inúmeras vezes. Cada vez que digo "não", preciso fazer uma espécie de tese instantânea para acalmar o ouvinte. Não há saída, suportar um "não" exige um entendimento mais amplo do assunto, que vai um pouco além da fobia de armas de fogo e de estatísticas maquiadas.
Como se não bastasse, tenho visto algumas propagandas na TV que lutam pelo “sim”. Ontem, assisti a dois comentários primorosos. No primeiro, uma mulher, que trabalha na Rede Globo (defensora declarada do "sim" desde o início), afirmava: “se mata, não pode ser legal”. Numa outra cena, um DJ, também conhecido em nível nacional, explicava o tema: “as crianças são o futuro do Brasil”. Se essas são as razões para um “não” de pessoas supostamente esclarecidas – ora, estão na campanha defendendo uma opinião! – lamento profundamente. Há uma miopia horrenda de entendimento do problema. Um sentimento quase romântico que manda às favas a honestidade intelectual para discutirmos um tema de tamanha gravidade.
Algumas pessoas que conheço que votarão pelo “sim” afirmam, sem qualquer constrangimento, que a decisão de fato não impactará numa redução da violência. Já me explicaram que é um passo para acabar com esse Brasil "machista", "rural" e "conservador", que precisa se desarmar para dar lugar a um "homem mais democrático". Não importa o que você diga ou os dados que você mostre, a dificuldade para derrubar tais crenças é enorme. Essas pessoas vivem num transe extraterreno de explicar problemas criativamente. Vai ver a realidade é chata, óbvia demais. Legal é dar explicações "originais".
Se aprovado o referendo, o Brasil estará dividido em mais duas categorias: os com armas e os sem armas. Como as empresas privadas de segurança continuarão funcionando, quem tiver poder aquisitivo, continuará andando sossegado. Os que não têm poder de compra para garantir sua segurança via terceiros contratados, estarão literalmente perdidos.
Nas propriedades rurais, onde é prática comum ter armas, pois não há pulverização de ação policial adequada, e é imprescindível fazer a segurança dos terrenos, o problema será agudo. Um convite a invasões do MST. Não haverá melhor notícia para Stédile, que deve estar torcendo para o desarmamento passar.
Há grande possibilidade do “sim” vencer. E grande possibilidade de haver um sentimento de “o que foi que eu fiz?”, por grande parte dos brasileiros, logo após a proibição do comércio de armas de fogo. Será frustrante... E tarde demais. Em suma, estaremos diante de um novo quadro. Os cidadãos terão aberto mão dos meios legais de força, que se concentrarão, consequentemente, com a polícia, com o exército e com o narcotráfico. São as armas legais que estão em jogo. Não se legaliza o que já é ilícito, e os crimes por acidente com armas de fogo são uma porcentagem mínima no total de homicídios.
Não há dados que mostrem diminuição da violência em países que adotaram a prática. Não se fala em Plano de Segurança, em união de polícias militar e civil, ou em entrega de presídios de segurança máxima que tinham sido prometidos por Thomaz Bastos. A esperança agora é o desarmamento. O Brasil precisa parar com essa ilusão de que pode resolver problemões com decisõesinhas. Precisa parar de achar que pode revogar, por decreto, leis econômicas. Neste caso, a demanda por armas e munição se manterá, e serão adquiridas pelo mercado negro.
Coloco minhas afirmações à prova, e convido todos para um debate de qualidade. E sem neutralidade, essa posição um tanto cretina que não requer comprometimento em divulgar fontes fidedignas do que é dito. Ficar imparcial numa questão dessas é incoerente, uma vez que as opções são excludentes.
Quanto mais sinceras e opostas as opiniões, mais clara será a realidade de comparação dos eleitores. A Veja escolheu seu lado. A Trip escolheu seu lado. E assim deve ser, sem hipocrisia, porque o eventual resultado do referendo servirá a todos. Eu voto “NÃO” ao desarmamento.


4 Comments:
Temos neste referendo, uma oportunidade impar de definir nossa sociedade. Provavelmente nem na constituinte tivemos tanta importancia como agora.
Este referendo não é um fim. É sim um meio. É óbvio que no dia 24 de outubro, sendo o sim maioria, não ocorrerá um milagre e ninguem mais vai morrer ou a violência no Brasil acabará. Mas, talvez, este seja o primeiro passo para que no futuro tenhamos números próximos do zero.
Ao meu ver a real questão deste referendo é outra: "Queremos ou não conviver com armas de fogo em nossa sociedade?"
Não estaremos votando nossa realidade, mas sim aquilo que queremos; o modelo de sociedade que deveremos seguir.
Acredito numa sociedade a la Gandhi, que levou milhões de maltrapilhos à liberdade ante o maior império da época fazendo jejum; acredito na força da desobediência civil, como a dos negros americanos nas décadas de 50 e 60. Acredito na força da idéia e do símbolo de um jovem chines contra tanques em plena Praça da Paz Celestial.
O que queremos para nós? A falsa sensação de segurança de uma pistola, ou a força de uma pessoa com ideias? Que força é essa? 6,7,8 tanques poderiam ter simplesmente passado por cima daquele homem e não o fizeram. Porque?? Estava ali em jogo o poder do império, a revolução estatal, a força militar, o símbolo máximo da arma de fogo, em grande número, e, UMA pessoa, parou com tudo isso.
Um dos argumentos pró-arma é que a arma por si só não mata. O que mata é quem a empunha.
Uma ideia, uma vontade, um desejo, por si só não representam nada. Aliados a ação....
É preciso parar com esta bobagem de que este referendo faz parte de um golpe estadista. O Estatuto do Desarmamento entrou em vigor em 2003. Antes disso foi votado, discutido, teve adendos, emendas, vetos, etc,etc,etc. É um processo de longa data.
Além disso que vai decidir se ele entra em vigor em sua totalidade ou não somos nós.
Poderão dizer ainda que mesmo assim é o Estado, por meio do voto popular, interferindo nas liberdades civis.
Mas não é do mesmo modo que nossas liberdades são cerceadas quando não podemos pegar algo que não nos pertence e não pagamos? Não é isso o que nos impede de matar alguem? Não é isso que faz com que atemos o cinto de segurança do carro? Não é um grave delito à nossa liberdade sermos proibidos de andarmos nus por aí??
Mais do que a intrigante teoria conspiratória que poderia existir por tras deste referendo está está discussão. O que o bem-comum dita(rá) com relação às armas de fogo?
A geração de nossos pais não usava cinto de segurança no carro. Não usava não, minto; eles negavam a existencia deste acessório.
Por causa de uma lei, seus hábitos foram mudados e, hoje, as crianças mal conseguem se equilibrar sentadas em um carro em movimento sem o cinto de segurança atado.
Talvez com este referendo aconteça o mesmo. Talvez as próximas gerações não consigam entender como é que as pessoas tinham armas em casa, do mesmo jeito que não consiguimos entender, hoje, como os antigos se viravam sem papel higienico ou eletricidade.
Volto a enfatizar: a REAL questão deste referendo é "Queremos ou não conviver com armas de fogo em nossa sociedade?"
Por não enteder outro propósito de uma arma de fogo que não matar, por não acreditar que minha segurança se resume a ter ou não uma pistola e, principalmente, por acreditar que, não só o Brasil mas, o mundo todo é melhor sem armas Voto "SIM".
Daniel,
Tenho que discordar de você em vários pontos. Acho que é importante para não haver confusões quanto ao conceito de um assunto como esse.
1. "Talvez seja um primeiro passo": errado. Não é um primeiro passo, pois isso já está comprovado por anteriores experiências em outros países, e por diversos estudos estatísticos que estratificaram o percentual de homicídios que seriam evitados com o desarmamento. É pífio, e não há como negar. "Talvez", neste caso, não resolve. Só torna o entendimento menos claro.
2. "Não estaremos votando nossa realidade": não? Eu estou. Ter um direito cerceado e saber as consequências que poderão ocorrer são fatos que mudam a minha realidade, e muito.
3. "Queremos ou não conviver com as armas?": um engano duplo. Essa não é a questão principal. E mesmo se fosse, você vai continuar a conviver com elas de qualquer maneira. Não sei o que ocorre no seu bairro, mas no meu não há filas de narcotraficantes choramingando e entregando suas armas. A questão real é: você acha que tem o direito de se defender? Você acha que pode tomar essa decisão sozinho? Ou que tem o direito a fazê-la individualmente?
4. "Falsa sensação de segurança": novamente, você não separa a sua opinião da opinião dos demais. É uma questão INDIVIDUAL de escolha. Para quem possui uma arma, aprende a manuseá-la, e já conseguiu usá-la em quaisquer ocasiões, não se trata apenas de uma sensação de segurança. Trata-se de defesa pessoal no sentido literal do termo. Se ela não passa a você a sensação de segurança, isso é um problema seu. Não me obrigue a sentir o mesmo. Ou melhor, a sentirem, pois tenho pavor de armas também.
5. "Bobagem de golpe estadista": infelizmente, não há como afirmar que é um golpe do governo, o que de fato soa exagerado, mas, em se tratando do governo que aí está, não tenho dúvidas de que pode haver tentações totalitárias. Ancinav e Conselho de Jornalismo seriam nada perto do risco de concentrarmos os meios de força não mão do "grande pai". Deus me livre!
6. "O estatuto entrou em vigor em 2003": jogo de frases. Entrou sim, mas o comércio de armas continua funcionando. É como se você quisesse aproveitar o "embalo", jogar tudo no mesmo conceito e fazê-lo passar despercebido. De uma modificação leve nas leis referentes ao comércio de armas de fogo à proibição total da venda dessas armas, temos um enorme abismo.
7. "Liberdades cerceadas": cabe uma explicação. Ser pego porque você não pagou por algo que consumiu é uma consequência prevista por lei. Não tem nada a ver com uma liberdade cerceada. Liberdade não deve ser confundida com libertinagem. Um sistema mais liberal prevê escolhas individuais, com direitos e DEVERES, e menos interferência governamental. Ir preso é uma consequência de agir contra a lei. No caso das armas, há uma série de responsabilidades a serem cumpridas no seu manuseio. Se este país as segue em maior ou em menor grau, isso é uma questão totalmente diferente. O termo liberdade, neste caso, é deixar que cada indivíduo saiba o que é melhor para si.
8. "Cinto de segurança": há uma confusão de conceito. Posso obrigá-lo a usar o cinto como posso obrigá-lo a ter um porte de arma, e que o renove em um período mais curto de tempo. Mas não obrigo você a não poder comprar mais um carro porque você pode se acidentar. Não proíbo você de comprar um jogo de facas porque você deixar uma delas cair acidentalmente em cima de você. E não há "bem comum" que vai me fazer mudar de opinião.
9. "Talvez no futuro...": talvez mesmo. Talvez aconteça o que minha imaginação quiser no futuro. Mas o presente está dado, e tomo minhas decisões com base nos riscos que tenho à minha frente, e levando em consideração meus princípios de Estado Democrático. Não tomo a decisão pelos outros, e nem quero, pois os outros têm realidades, valores, e lógicas diferente das minhas. Ainda bem!
10. "Minha segurança não depende de uma pistola": sem dúvidas. Mas a de muita gente depende. Não estou duvidando da sua opinião.
11. "Mundo melhor sem armas?": acho que seria, mas infelizmente ele não existe. Aliás, o mundo seria melhor se todos vivessem em maior segurança, e não sem armas. A Suíça está abarrotada de armas, por questões próprias do país. Ao mesmo tempo, acidentes com armas de fogo são uma raridade. Por que eles insistem em continuar com suas armas? Por que eles acham que estão seguros? Por que é uma mania? Sei lá, cada um sabe responder, e sabe as consequências que sofrerão caso façam merda com as armas.
Por fim, mesmo que a escolha seja não, não acho que esse referenfo deveria ser realizado.
Tudo o que foi gasto com essa campanha (R$ 300 milhões não é dinheiro de pinga), já poderia ter sido investido em ações públicas concretas. Renovação de estratégia do funcionamento policial, compras de armas, viaturas, coletes, serviço de inteligência e combate ao crime, melhores condições para os policiais, etc etc etc.
Pode não ser um golpe de estado, como querem alguns mais extremistas, mas é justamente o que o governo quer. Que a atenção se mantenha nessa discussão banal e ultrapassada. Enquanto isso, todo o aparelho continua inoperante, sem eficácia alguma. Estamos fazendo o jogo que querem que façamos. O difícil é perceber isso, e achar que se trata de discutir um mundo melhor, ou uma redução efetiva na criminalidade.
Adianto-me e repito o que já disse: se for proibido o comércio LEGAL de armas de fogo, teremos um problema maior. A violência se mantém, o nível policial se mantém, e o mercado negro desse bem explode. A polícia continua armada, os bandidos também, e os usuários também, só que ilegalmente. E lá se foi um rio de dinheiro para mais um experimento-fiasco das idéias brilhantes dos brasileiros. É o túnel do tempo. É a catacumba ideológica. And it fucking gives me the creeps.
Como diria o Jack, que não tinha armas de fogo, vamos por partes.
1- Clareando a falácia: Se a polícia, o exército, os seguranças e todo o resto de gente que continuaria a ter armas, continua a te-las e os bandidos (poderíamos discutir um bocado que é "o bandido")tambem, os números de assasinato, mortes a bala, tiroteio, etc, permanecem alterados. Mas com certeza os "acidentes" diminuem. A criança que acha a arma em casa, o crime passional, o bebado que bate na mulher, a jovem que é proibida de namorar pelos pais, entre os milhares de exemplos deste tipo, com certeza chegariam perto do indice zero.
2- Quis dizer que estaremos votando o que queremos e não como somos. O milagre do fim da insegurança, o fim maldade, a despersonificação do mal e todas as outras bobagens que estão colocando, erroneamente, como de responsabilidade do referendo, não acontecerão. Acontecerá, sim, uma diminuição de circulação de armas na sociedade e tudo o que isso implica.
3- A questão é exatamente essa. Maneiras de me defender tenho, e muitas, e nenhuma delas é com arma. O traficante caga e anda para lei, referendo, segurança, Estado, policia, e quase todas as outras coisas que eu e você nos importamos. Provavelmente, se você oferecer alternativas de subsistencia, que lhes dê, inclusive, o mesmo poder aquisitivo que eles tem com o tráfico, duvido que larguem do que fazem para viver como "cidadãos de bem". O ilícito, por definição, não cumpre a lei; portanto não serve como parametro!!
4- Vamos supor que eu tenho uma arma. Das boas. Automatica, milhões de tiro por segundo, com trava, atravessa colete e o diabo. Dono responsável que sou, frenquento o clube de tiro, onde gasto milhares de reais, apurando miinha mira, o manuseio, etc. Como sou responsável e gosto das armas, mantenho uma no quarto e outra sempre a mão. Ou no coldre, ou em cima da mesa ou em qualquer outro lugar acessível. Belo dia entra o malvado do ladrão na minha casa. Aponta a arma dele para minha mulher e filhos. Quais são as chances (maiores) que eu tenho de sacar a arma ou (menores) de busca-la onde quer que ela esteja para atirar na pessoa de mal? Esta é a falsa sensação de segurança. Não importa o que você faça, vai estar sempre em desvantagem. Nunca em segurança. Pior ainda é você colocar isso em situações que não tem o menor controle, como, por exemplo, alguem assaltar um carro na sua frente e logo atras de você estar o carro dos seguranças, que descem do carro atirando.... Muito seguro mesmo.
5- Que existe um "plano de governo" de 10 anos bla,bla,bla, não tenho dúvidas, mas o referendo não tem nada a ver com isso. Não é cria deste governo nem do PT.
6- Faz parte do Estuto o referendo e suas mudanças foram graduias. Esta é a última fase. Quem tem armas teve que se adaptar.
7- Digo que temos uma oportunidade impar de mudar a nossa sociedade exatamente por isso. A maioria da população vai decidir como a Lei deve se comportar e como os cidadãos devem agir. Estamos nós, como sociedade, estabelecendo nossos limites.
8- Votaremos o bem-comum. Este é o grande ponto. Porque você não tira caquinha do nariz e limpa no terno? Porque não sai pelado pela rua? Porque não faz qualquer outra coisa que é legal e moralmente reprovavel? Por causa de uma convenção social que foi criada. Temos a oportunidade impar de votar ipsis literis o que o bem-comum, a sociedade, pensa a respeito das armas.
9- Assim fazemos a cada dois anos e a maioria vence. A diferença é que temos outros valores em jogo, não só um plano de governo ou uma posição politica.
10 e 11- Quem sabe se mais paises adotarem práticas como essa as armas acabem mesmo. A ONU foi criada mais ou menos assim. Deu mais ou menos certo, mas, que a ideia foi boa, ah... isso foi.
Volto a repetir. O referendo não é fim de nada. É meio. Com certeza absoluta este dinheiro poderia ter fins muito melhores e concordo em genero, número e grau que a paz e a segurança são alcançadas por outros meios. Mas este com certeza é um passo. Se é certo ou errado, na direção boa ou não, só o tempo vai dizer.
Para o Sim e para o Não.
Mas de corpo e alma acredito no Sim como caminho acertado.
Bruno, tem toda razão ao dizer que, proibida a comercialização, a situação permanecerá, só que com natureza de ilegalidade. À propósito, irretocável a réplica do comentário supra. Pena, mais uma vez, que não sejamos atores globais. Pelo jeito, esse é o melhor jeito de se argumentar e convencer nesse país! abs!
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